16 de maio de 2010

Seguir em frente


'O que nos move a seguir em frente é a esperança de que o dia seguinte será melhor do que o anterior.
É termos a oportunidade de acertarmos o que erramos e tentarmos de novo tudo que não deu certo.
Mas, quando os dias passam e as coisas não mudam, fica a sensação de que existe algo errado, algo que não está funcionando como deveria, algo que não está no seu devido lugar.
Será que um dia as coisas mudam pra melhor?
Ou tudo sempre dará a falsa impressão de que está melhorando, só para poder nos pegar de surpresa com um retrocesso repentino?
Por que as coisas, simplesmente, não podem acontecer da forma mais fácil?
Será que é tão difícil assim entender as outras pessoas?
Seguir em frente...
Repetir os mesmos erros, ver as mesmas coisas, passar pelos mesmos problemas...
Isso pode ser chamado de seguir em frente?
Talvez o tempo passe, mas seguir em frente, no seu real significado, deveria incluir
muito mais do que passar mais um, dez, vinte anos.
Seguir em frente é o caminho em busca dos objetivos.
É transpassar novos obstáculos e não sempre os mesmos.
É resolver os problemas passados e enfrentar os novos sem mágoas, sem traumas, sem preconceitos...
E começar a ver o mundo como ele é,
com a beleza de um beija-flor,
com a suavidade de uma pétala de uma flor,
e com o doce sabor que a vida deveria ter e não tem...'

10 de maio de 2010

O silêncio


O dia está claro, mas está
chovendo e gotas d'água
caem sobre uma mente confusa.
Flores caem das árvores e os pensamentos voam pela tempestade.
A ventania carrega consigo
o passado, carrega todos com ela
e me faz esquecer o momento.
Não há razão, mas a tristeza permanece e uma misteriosa dor que nasce.
Raios que se espalham pelo céu
começam a colorir ao anoitecer
ofuscando as pequenas estrelas.
A chuva já não existe e o céu agora está negro.
Uma mente se perde dentre a multidão e o seu mundo se escurece.
De repente o silêncio está presente, ele é a linguagem oculta,
a voz que fala com si mesma e a compreende sem simplesmente
saber o que está havendo e mesmo assim, continua do seu lado.

5 de maio de 2010

Tudo & Nada


Mais uma noite cai e eu estou aqui outra vez em meu quarto, ao lado de um rádio ouvindo músicas as quais me fazem viajar em um mundo completamente esquecido, porém meu.
Eu até que gosto disso parece que eu me desprendo do mundo, das minhas obrigações...
Eu posso chorar em paz e ninguém ver, posso sentir tantas coisas que ficam apenas aqui, e as paredes impedem que esses sentimentos saiam.
Aqui, sei que ninguém precisa me entender. Sinto-me em paz.
Esquecida ao ponto de não ter com quem dividir essas palavras que ao se juntarem formam verdades que nos fazem lembrar coisas ou fatos que marcaram muito minha vida. Uma vida na qual muitas vezes mal vivida.
O sono bate, as palavras somem, os olhos pesam...
Mas de uma coisa ainda tenho plena consciência: De que no dia seguinte será da mesma maneira como foi o ontem.
Será que minha vida só se resume a isso?
Ter tudo e ao mesmo tempo nada?
Esses dias eu ouvi a seguinte frase: "Felicidade não existe, o que existe são bons momentos partilhados com pessoas especiais que nos fazem sentir bem e que não duram muito tempo!"
Cansei de ter momentos felizes. Gostaria de chegar e poder dizer
que sou feliz. Pois a vida não se resume em “momentos”.
Eu sei que não sou mais a mesma, talvez alguém tenha notado isso.
As coisas não são mais as mesmas, e o tempo pra incerteza acabou, e eu preciso fazer alguma coisa, eu tenho que pensar em mim, e na minha felicidade.
Queria por tudo numa caixa, e deixar lá guardado por um tempo: Meus sentimentos, as dores, as lembranças, momentos bons, momentos ruins... TUDO! E então, decidir o que eu realmente quero pra minha vida.
É ai que percebo que estava dormindo e desperto no desespero pedindo
para que tudo seja apenas um sonho.


Bem vindo a minha realidade.

3 de maio de 2010

"A arte de amadurecer..."


É estranho perceber que hoje sou muito mais madura do que há um ano atrás. Somente doze meses vividos numa realidade diferente dos outros anos que já se passaram, foram mais que suficientes para que eu mudasse, e muito.
A gente aprende com a correria e as dificuldades do dia-a-dia. Aprende que o mundo não é tão simples como parecia, e que algumas pessoas não são tão confiáveis como imaginávamos, é daí que passamos a confiar mais em nós mesmos.
A perceber que somos nossos melhores aliados e que devemos nos amar antes de tudo e de todos. É necessário acreditarmos em nosso potencial, adquirirmos a capacidade de cair e levantar em 3 segundos, que é para não sermos atropelados por aqueles que vêm logo atrás.
Acho que esse é o primeiro sintoma de amadurecimento: a auto-confiança.
Deixei de ser a menina insegura para me tornar a mulher dona dos dos próprios passos, que pouco teme curvas ou turbulências.
O segundo sintoma é o aumento da sensibilidade. Mas não se trata da tal sensibilidade que nos deixa chorando dias e dias por um amor. Não. A sensibilidade a qual me refiro vem do poder de perceber a essência de tudo que nos cerca. É perceber a beleza escondida numa simples manhã, quando sentamos numa pracinha qualquer para observar os movimentos. Trata-se de dar mais valor às coisas simples da vida.
Dentre o tal processo de amadurecimento, eu não poderia deixar de citar as preocupações bobas que nos assombram. Nós pegamos a mania de ocuparmos nossas cabeças antecipadamente com coisas fúteis. Parece loucura, nós nos preocupamos com hipóteses.
Outro dia mesmo eu estava preocupada se envelheceria sozinha ou não (Saco! Morro de medo de envelhercer sozinha. Quero estar rodeada de filhos, netos e quem mais me couber.). Pode isso? Uma garota de quase 18 anos preocupada com os próximos vinte anos. Se é para me preocupar, quero mais é pensar nos próximos vinte minutos.
Não quero perder tempo me preocupando com um futuro tão distante, quero trabalhar no presente para preparar minha felicidade futura. Isso sim está ao meu alcance. Estou aprendendo a pensar primeiramente no agora.

Uma outra parte bonita do "amadurecer" é quando aprendemos a amar direito. Não que exista amor errado. Mas é que assim como nós, o amor também amadurece. A gente passa a querer compreender a pessoa amada, por mais difícil que isso seja. Aprendemos que o amor é muito mais que contato, é muito mais que pele, amor é puro sentimento. É estar suponhamos que há mais de 1500 km de distância do "fulano" e ainda se importar com uma dor de cabeça que ele te reclamou ontem. É esperar ansiosamente por notícias, e perdoar quando as notícias não vêm. Essa é a forma diferente de amar. É renunciar às mesquinharias para agir como adulto.
É saber que o amor deve ser maduro o suficiente para esperar...
~ Esperar e tomar corpo e forma.

Amadurecer é um complexo de "coisas". É arte.
E eu estou começando a dar minhas primeiras pinceladas.

E que a cada dia eu acorde mais madura, mais mulher.