5 de agosto de 2010

Dúvidas

"Dúvidas, dúvida sobre que roupa vestir, dúvida se quer sair ou ficar em casa, se quer gritar ou calar, chorar ou sorrir.
Qualquer que seja a dúvida é sempre horrível tê-la, o medo de optar pela escolha errada é inevitável, inevitável também é ficar tentando imaginar como seria se tivessemos optado pelo contrário.
Dúvidas...
Morango ou chocolate?
Quente ou frio?
Correr ou andar?
Namorar ou ficar só?
Amo ou não amo?
Tentar ou desistir?
Ir além ou parar por aqui?
Como são dolorosas as dúvidas.
É tão difícil não conseguir ter certeza de algo, ter dúvida é sofrer antes, durante e depois de uma decisão, isso quando é possível tomar algum tipo de decisão, fazer uma escolha.
Ficar ou ir?
Se ficar nunca saberá como seria ter ido, se for, jamais poderá saber como teria sido ficar.
Que critérios avaliar?
Não há remédio contra esse mal, é só arriscando que pode-se chegar a algum lugar, nunca saberemos como teria sido se tivessemos feito a escolha contrária.
Se eu der um passo a frente caio em um abismo, se for para trás cairei em outro abismo, não posso ficar parada e não há como andar para os lados. Qual abismo é mais fundo?
Não sei...nunca saberei.
Se eu for para a frente e cair, não importa o quão fundo seja esse abismo eu nunca saberei se o outro era de fato mais raso ou mais fundo, mas mesmo assim passarei o resto dos meus dias me torturando, imaginando que deveria ter optado pelo outro abismo, que talvez ele fosse melhor, com menos sofrimento, com menos profundidade, talvez eu não me machucasse tanto se tivesse optado por ele...
"

A dor de existir

"Hoje estou em um péssimo dia, sabe quando de repente você para pra pensar na vida e descobre que muitas coisas que eram já não mais são, que o tempo modifica os sentimentos, as pessoas, ás vezes eu gostaria de poder congelar o tempo, mas existem também momentos em que quero acelera-lo ou então voltar atrás, mas como nada disso é possível fico na espera, espera de tempos melhores onde as feridas serão cicatrizadas e um tempo onde direi adeus a dor e às lágrimas.
O vento sopra e carrega as palavras que eu disse certo dia, o vento leva meus pensamentos, leva meu sorriso.
Esse vento frio que sopra meu corpo quente, esse vento, o vento que secou minhas lágrimas.
Estou ali sentada em um banco qualquer de uma praça deserta. Olho para o balançar das folhas de uma árvore, ouço o canto dos pássaros.
Que solidão, tudo é tão vazio, aos poucos o silêncio toma conta do momento, já não ouço os pássaros, nesse silêncio surge um eco, não consigo saber o que o eco me diz, mas reconheço aquela voz. Sim! A voz é familiar, mas como pode ser? A voz é minha.
Mas como?
Como posso falar comigo? Este será um estágio avançado da solidão?
Sim a voz é minha e eu suplico por compaixão...
Por que não sei as respostas de uma vida cheia de questões?
Não consigo entender o mundo e o mundo não me entende...
Por que agimos sem pensar nas conseqüências de nossas atitudes? Por que somos tão egoístas?
Será que vale a pena sonhar?
Acreditar em fantasias?
Creio que não adianta sonhar...
Já cheguei a acreditar em muitas coisas, acreditava que sonhar era indispensável, acreditava em fantasias, acreditei que um dia alguém realizaria meus desejos em um passe de mágica.
Sempre fui chamada de boba por acreditar nessas coisas, todos diziam que eu acreditava em tudo, diziam que eu era ingênua.
Mas eu não acreditava em tudo, eu podia sonhar, acreditar em fadas, em fantasias, mas nunca, nunca acreditei no ser humano.
Acho o ser humano a pior das criaturas, existe dentro do ser humano tanta falsidade, mentira, inveja, arrogância, ganância...
Que ser é esse que só busca o poder?
Busca o poder mesmo que para isso tenha que fazer das pessoas uma escada, não se importam em pisar sobre as pessoas para subir e conseguir se sentir poderoso.
Ingênua? Ingênuo é quem acredita no ser humano!
Hoje já não acredito em sonhos, nem em fadas...só uma coisa não mudou, continuo não acreditando no ser humano.
Um dia eu tive esperanças de que o mundo mudaria, tinha esperanças de que o ser humano pudesse aprender a amar, amar o próximo...
Hoje não acredito em nada...
Estou aqui nesse banco, nessa praça deserta...
A voz continua a falar comigo, o eco da minha voz suplica pela morte.
Tento fugir dessa voz...
Mas por que fugir!?!?
Esse pensamento sempre prevaleceu em minha mente...Agora chegou minha hora...
Levanto-me e começo a cavar sem pressa a minha cova quando termino eu me arrumo em minha sepultura, fecho-a e já não vejo nada.
A terra começa a ser jogada sobre meu corpo que ali está, naquela cova escura e assim ela vai se fechando.
Sinto um pequeno arrependimento, agora já não consigo respirar.
Lembro-me do brilho do sol e sinto uma pequena saudade, fecho meus olhos, deixo cair uma lágrima e sussurro bem devagarzinho..."

A marca de uma lágrima

" Foi em um simples papel que comecei a colocar os desabafos de meu coração...
Palavras que respondiam os meus sentimentos, que denunciam minhas vontades.
Uma lágrima sem razão rolou dos meus olhos e caiu sobre a palavra amor...
Ai percebi que: Os meus olhos choram por amor.
Lágrimas que nascem lá do coração, que a alma aprova, pois as lágrimas nos fortalecem.
'Uma pessoa que não chora, tem mil motivos para chorar...'
Segurar as lágrimas é o mesmo que pedir para parar o tempo.
O amor nos faz chorar, porque é o sentimento mais forte que existe na lei da vida. Minha poesia ficou com uma marca, a marca de um amor expressado em uma marca de uma lágrima...
"