6 de fevereiro de 2012

Insano...


- Escrever algo aqui não irá mudar nada. Mas, se aconteceu comigo, pode acontecer com você, fique esperto.
O que passei não desejo nem pro meu pior inimigo.

Ônibus lotado, eu sentada naqueles bancos altos próximo ao corredor, mais pessoas entram no inferno deste ônibus, um desgraçado infeliz de um homem aparentemente inofensivo: Cabelo bem penteado, TODO vestido de social, com sua maleta pesada, carinha de inocente, uma mão segurando no ferro e outra a tal maleta. Ônibus muito lotado. Sinto algo a incomodar meu braço (tento me afastar). Minha mente inocente pensa: Caralho, essa porra de maleta, que inferno! Sinto algo a incomodar meu braço (tento me afastar). Minha mente quase inocente pensa: Será mesmo a maleta? Dei uma olhada disfarçadamente para o lado, e NADA'. Na 3ª vez já não dava mais pra afastar pra canto algum, não tinha pra onde ir, pra onde olhar, pra onde respirar. Mas, é hora de me levantar porque havia chegado o ponto que eu ia descer. Por conta de um movimento brusco na hora de me levantar, e como dito, ônibus lotado, vi que não era a tal maleta. E sim, isso mesmo que você está pensando. Só que, um detalhe: Pra fora das calças, e a tal maleta a disfarçar.

Minha mente traumatizada custa a acreditar que existem indivíduos filhos de uma puta que se aproveitam em um ambiente público de pessoas 'fracas' como eu que ficam com medo de gritar, falar algo, ir pra cima e meter a mão na cara. Até porque preferi pensar que estava louca, que estava vendo coisas, que tudo era mentira. Um ABSURDO !
Meu nojo, meu receio, medo, a situação, não consegui dizer NADA. Olhei apenas ao meu redor, muitas pessoas, mais me senti sozinha naquele momento, sabendo que alguém além de mim viu, e nada fez. Ninguém fez nada, e eu tremula de raiva, nojo, e custando a acreditar, também não fiz.
Desci com lágrimas nos olhos, tremendo, repito: NOJO...
Puta da vida por não ter tido coragem de falar absolutamente nada.

Podem pensar o que for, falar que se fosse com você teria feito milhares de coisas... Só que na hora do 'vamo ver' é difícil ter alguém que se mantenha no seu estado psicológico normal a ponto de ter forças de fazer algo.
Eu também pensava assim, até acontecer comigo.

Se sentir agora como se tivesse alguém a me perseguir, como todos fossem fazer o mesmo... É a pior sensação que eu poderia ter.

Andar sozinha vai ser algo que não vou fazer por um longo período de tempo.