6 de junho de 2011

Nunca é tarde, às vezes é apenas cedo demais.


... Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completa assim, sem urgências, e me concentro inteira nas coisas que me contas, e assim calada, e assim submissa, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro cada promessa que me foi dita e que devo esperar. Esperar o grande dia. O dia.

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