13 de setembro de 2013

Ainda lembro.

... Sempre vai ser você que vai me dar um sorriso de lado e me deliciar na sua simpatia espontânea. Nesse jeito de fazer as coisas meio erradas, meio certas demais. Nessa cumplicidade e na forma com que o teu abraço me engloba e me deixa sem escapatória. Vai ser sempre você o meu menino. Vai ser sempre você que fica e vai embora e me leva junto e me faz voltar pra você mais uma vez.
E essa confusão toda me deixa feliz.
Me deixa sentar no sofá da sala e ligar o vídeo game pra nós dois. Colocar aquele jogo que você gosta e perder de propósito (como se eu precisasse) só pra te ver com os olhos brilhando tentando me consolar da sua vitória. Você sempre ganha nesses jogos. Principalmente nos jogos de amor. Me deixa ser tua por um dia inteiro mesmo que seja só pra gente brincar de correr atrás do outro na grama do quintal. Os vizinhos vão me olhar com tristeza, com pena. Vão dizer que eu não aprendo mesmo. Alguns vão me chamar de louca, aqueles que não conhecem minha história principalmente. Outros vão tentar me dar a mão e perguntar por que eu choro tanto e sorrio tanto ao
mesmo tempo. Eles torcem pra que algum dia eu acorde disso tudo.
Vai ser difícil acordar. Perceber que eu corro atrás de memórias no jardim e que o choro faz parte da sensação de saber que você nunca mais vai voltar. Repetir esse ritual de te acordar das minhas memórias todas as semanas e até ouvir o som de um carro que nunca mais parou aqui na porta de casa. Ligar o vídeo game pra dois e jogar sozinha imaginando como seria se você estivesse aqui. E perder mais uma vez. E perder de novo como toda semana eu perco ao reconstruir no meu mundo um mundo que já não existe mais. Alguns deles vão me chamar de louca e dizer que eu preciso de ajuda pra parar com essas coisas de reinventar o passado. Mas eu tenho certeza que eu só preciso de você pra transformar as minhas memórias em sonho de novo...

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